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Desenvolvimento Urbano

21/08/2017 09:30

Obras de macrodrenagem irão controlar as cheias do Rio Jaguaribe

Com o objetivo de conter as enchentes e alagamentos, que atingem todos os anos milhares de famílias que vivem em locais próximos aos rios Jaguaribe e Mangabeira, o Governo do Estado prossegue com as obras de proteção das margens, que contemplam ainda a substituição de pontes e passarelas, urbanização com implantação de equipamentos comunitários e canteiros verdes para recomposição da arborização, além do reforço e remanejamento das adutoras da Embasa que abastecem boa parte da população da capital.

O trecho da Paralela até a orla de Patamares, que será beneficiado pelas intervenções da Companhia de Desenvolvimento Urbano (Conder), alcança uma extensão de mais de 10 quilômetros, cruzando comunidades como Bairro da Paz e Alto do Coqueirinho, além dos condomínios localizados ao longo da Avenida Orlando Gomes. O investimento total previsto é da ordem de R$ 270 milhões, recursos provenientes do Ministério das Cidades para prevenção de desastres naturais.

O diretor de Obras Estruturantes da Conder, Sérgio Silva, explica a importância das obras pela existência de um adensamento populacional ao longo do curso dos rios. “Nos períodos de chuvas mais intensas, as cheias já se transformaram em um problema crônico e se nada for feito a tendência é o agravamento deste cenário”.

Entre os problemas relacionados, ele destaca a falta de mobilidade urbana, prejuízos financeiros das famílias, com a perda de móveis, roupas e eletrodomésticos, até o aumento dos casos de doenças relacionadas à poluição. A expectativa é que as obras também criem as condições necessárias para a melhoria da qualidade da água, com a correção do lançamento de esgoto no rio Jaguaribe, a partir da entrada em funcionamento do interceptor do Mangabeira.

Silva ressalta ainda que o objetivo principal das obras é, além de controlar as cheias dos rios, com o revestimento das calhas, preservar e proteger as margens, garantindo ainda mais qualidade de vida com a implantação de equipamentos comunitários e esportivos, entre eles, quadra poliesportiva, ciclovia e calçadas que irão impedir novas ocupações irregulares.

Alagamentos

Nascido em Maragogipe, Antônio Carlos Santos, que integra o conselho de moradores do Bairro da Paz, onde mora há 26 anos, enumera os problemas enfrentados pela comunidade, em função das cheias dos rios. "A gente calcula que mais de 600 famílias sofrem com os alagamentos em maior proporção, que chegam a deixar muitas pessoas desabrigadas e já provocaram até morte”.

O Bairro da Paz começou a ser formado na década de 80, quando ocorreram as primeiras ocupações por aproximadamente 1,2 mil famílias e, desde então, quem mora no local convive com a falta de infraestrutura urbana. “Somos uma comunidade com aproximadamente 50 mil habitantes e não temos nenhuma quadra de esporte pública. Com a obra, os mais jovens terão uma alternativa diferente das ruas”.

Audiências públicas

O projeto, desenvolvido pelo consórcio Desenvolvimento Urbano do Jaguaribe, já foi apresentado e debatido em audiências públicas realizadas em diversas comunidades diretamente envolvidas, como, por exemplo, o Bairro da Paz, Alto do Coqueirinho, Vila Romana e KM 17 (Itapuã) e Placaford, além de reuniões periódicas no escritório social da obra. Recentemente, a Assembleia Legislativa também realizou uma audiência pública com a participação de representantes do Governo do Estado, de entidades ambientalistas e das comunidades do entorno.

Como parte do projeto está prevista ainda a relocação para apartamentos do programa 'Minha Casa, Minha Vida' de cerca de 300 famílias que vivem em moradias precárias, situadas na Área de Preservação Permanente (APP), contribuindo para a poluição das águas dos rios. O licenciamento ambiental e o alvará que autorizou o início das obras foi concedido pela Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), contando ainda com a outorga do Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inema), responsável pela gestão dos recursos hídricos.

Fonte: Ascom/Conder

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