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Desenvolvimento Urbano

02/05/2019 18:30

Sedur participa de lançamento da Frente Parlamentar em Defesas das Cidades, na ALBA

A sessão especial de lançamento da Frente Parlamentar Estadual em Defesa das Cidades e das Engenharias, ocorrida no plenário do Legislativo baiano nessa quinta-feira (2), discutiu a participação da sociedade civil organizada em temas como moradia social, cidades sustentáveis, saneamento e mobilidade urbana.

De iniciativa da deputada Maria del Carmen (PT), o evento trouxe como palestrante o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), presidente da Frente Parlamentar pela Reforma Urbana.
“O Ministério das Cidades foi criado por demanda dos movimentos sociais e setores técnicos importantes, que travaram lutas históricas para enfrentar um dos graves problemas do Brasil: a precariedade das condições de vida nas cidades brasileiras. As nossas cidades precisam ser defendidas”, argumentou a petista, que espera promover ações e debates na Casa sob a perspectiva do direito à cidade, dos direitos humanos e sociais, além de proteger as categorias profissionais que atuam nas questões citadinas.

Durante a sessão – que reuniu profissionais da engenharia, lideranças de movimentos sociais por habitação, entre outros segmentos – houve homenagem ao ex-deputado federal Zezéu Ribeiro, falecido em 2015 e que foi referência no tema. Associando-se à memória do ex-colega, o deputado federal Nelson Pelegrino (PT-BA) afirmou que “é com inclusão, com distribuição de renda e riquezas, que faremos cidades justas”.

Representando o governador Rui Costa, o chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Antonio Carlos Dultra, trouxe outro assunto caro às cidades, que é o resíduo sólido. Segundo o gestor, na Bahia, 85% dos resíduos sólidos são jogados em lixões. “Falando como Sedur, ainda nesse primeiro semestre, a expectativa nossa é apresentar um esboço de um plano de resíduos sólidos para o Estado”, adiantou Dultra.

A arquiteta e urbanista Ângela Gordilho, professora da Ufba, mirando a plateia, relatou as inúmeras parcerias desenvolvidas por extensionistas da universidade com as lideranças ali presentes. “Nós não podemos perder a universidade pública, porque é ela que dá força para que a gente continue construindo essa obra coletiva; seja na formação de profissionais, mas sobretudo nos campos da pesquisa e extensão”. Já a presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento da Bahia, Solange Araújo, cobrou a necessidade de se cumprir a Constituição e o que determina o Estatuto da Cidade, citando o filósofo francês Henri Lefebvre: “o direto à cidade se localiza no debate sobre a utopia que faz parte do ato de compreender o mundo”.

Falando como representante do Conselho das Cidades, Marli Carrara, também coordenadora da União de Moradia Popular na Bahia (UMP-BA), pediu comprometimento da Frente Parlamentar para o recorte quando se debater moradia popular. “A moradia popular engloba as famílias com renda de até três salários-mínimos, que necessitam de subsídio para garantir seu direito constitucional à moradia. Isso representa 97% das famílias da Bahia; cada discussão que chegar aqui tem que ser sob esse prisma”, argumentou.

Fonte: Com informações da ASCOM/ ALBA

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